Fontes materiais

Os vestígios materiais que sobreviveram aos fenômenos de destruição naturais ou antrópicos não são apenas objetos a serem recolhidos e preservados, mas elementos que traduzem uma determinada cultura material, um conjunto de traços em um dado lugar, de atividades humanas temporárias ou duráveis.

Como as fontes materiais não um fim em si, mas um meio, sua classificação atende aos objetivos de reconstituição de atividades sociais. Portanto, em um sítio arqueológico ou em uma coleção em estudo que inclua elementos de cerâmica popular e louça fina, lítico e metal, vidro e alvenaria, a tipologia será definida pelas atividades relacionadas, tanto as atividades de produção destes objetos, como o seu uso social:

  • A cerâmica: européia, indígena, africana, colonial, rodas de oleiro, moldes, fornos e modelagem.

  • O metal: fundição e ferraria, armamentos e utensílios.

  • O vidro: importação, utilização e reutilização.

  • A pedra: do artefato à escultura, da fundação à fachada.

  • A madeira: cortar, furar, lixar; artefatos e esculturas.

Os exemplos relacionados evidentemente não esgotam todas as categorias possíveis de tipologia dessas fontes materiais. E mesmo tipologias arqueológicas mais complexas precisam ser constantemente redefinidas e reavaliadas em função dos problemas colocados pelas pesquisas em andamento. Em razão dessa necessidade, o projeto PROPRATA propõe-se relacionar os levantamentos de documentos materiais conhecidos em um inventário arqueológico organizado através de um banco de dados informatizado.

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